20.11.04
História do Banho
Se bem que, para nós, é normal chegar ao fim do dia a casa e tomar uma banhoca, nem sempre foi assim nos tempos antigos. Nessa altura, a água não era lá muito bem vista, e houve mesmo uma época em que era pecado tomar banho!
Os primeiros registos históricos que existem do banho (no mundo ocidental) são do tempo dos egípcios. Sabe-se que este povo passava muito tempo a tomar banhos com óleos perfumados.
Os gregos e os romanos mantiveram estes hábitos: reuniam-se nos "banhos públicos", que se tornaram em verdadeiros locais de discussões e decisões políticas e sociais.
Bom, também não devemos esquecer que estes locais ficavam em zonas bem quentes, e um banhinho, num dia de calor, sabe muito bem.
Porém, na Idade Média tudo mudou. As ideias religiosas, levadas ao exagero, puseram um ponto final na limpeza.
As saunas eram consideradas locais de pecado, porque as pessoas se viam nuas umas às outras (uma coisa natural que acontece hoje nos balneários dos ginásios).
Os banhos foram totalmente proibidos, aumentando as doenças e em especial a peste. Dizia-se que a água "amolecia" a alma. Aliás, dizia-se ainda que o facto de a água quente dilatar os poros da pele facilitava a entrada de doenças no corpo! Ridículo! Mas era a "ciência" da altura.
Como não podia deixar de ser, os piolhos não faltavam, mas eram disfarçados pelo uso permanente de chapéus e (mais tarde) de perucas. Que nojo!
Assim, nesta época, a higiene passava por vestir roupa lavada e usá-la até ficar suja. A ideia é que a roupa absorvia a sujidade! Os dentes eram lavados com um produto 100% natural: chichi e cinzas!!!
Quanto a lenços de assoar, nem se fazia a mínima ideia do
que seriam: usavam-se os dedos ou as mangas! Surgiram mais tarde, nas classes altas, mas mais para andar com um na mão do que para a pessoa se assoar.
A roupa não era lavada, apenas sacudida e carregada de perfume. As mãos eram lavadas apenas de três em três dias. Lavar a cara estava fora de questão, para não estragar a pele que se podia desgastar. E a sujidade era escondida com doses enormes de maquilhagem.
Chegou-se a um ponto tal que, durante a época das Descobertas, os europeus eram conhecidos pelos povos que visitavam como "mal-cheirosos e porcos"! Que vergonha... É que o Oriente manteve os hábitos saudáveis de limpeza e higiene dos povos antigos.
Durante o século XVII os banhos continuaram a ser olhados como algo perigoso e desaconselhado a pessoas doentes.
Sabias que foi nesta época que, para disfarçar o cheiro, as classes altas começaram a importar e a usar perfumes? A indústria cosmética teve um enorme avanço!
E sabias que o rei francês Luís XIV tomou banho apenas duas vezes na vida? Quando nasceu e quando casou!
Há um relato que conta que o príncipe Filipe II de Portugal lavou as pernas, pela primeira vez, aos 7 anos!
O conceito de higiene surge apenas no século XIX, depois das descobertas de Pasteur e dos seus trabalhos sobre a importância da higiene na saúde.
Assim, os hospitais e outros locais de contacto com doenças passaram a ser limpos regularmente.
Ainda neste campo, contribuiu muito a acção e o empenho da enfermeira inglesa Florence Nightingale que organizou os hospitais, e aplicou noções de higiene básica a locais e pessoas.
Estudos médicos provaram que a maior causa de morte nos doentes tinha a ver com infecções provocadas por falta de higiene dos médicos, que não lavavam as mãos antes e depois de verem e tratarem os doentes. Passaram, então, a ser obrigados a desinfectar sempre as mãos.
Foi apenas no século XX que o duche entrou nos hábitos dos europeus e, se ainda não se trata de um momento diário, lá iremos chegar.
No entanto, um longo caminho teve de ser percorrido em nome da higiene e da saúde. E um caminho por vezes demasiado seco! :)
Fui buscar esta história aqui.
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Se bem que, para nós, é normal chegar ao fim do dia a casa e tomar uma banhoca, nem sempre foi assim nos tempos antigos. Nessa altura, a água não era lá muito bem vista, e houve mesmo uma época em que era pecado tomar banho!
Os primeiros registos históricos que existem do banho (no mundo ocidental) são do tempo dos egípcios. Sabe-se que este povo passava muito tempo a tomar banhos com óleos perfumados.
Os gregos e os romanos mantiveram estes hábitos: reuniam-se nos "banhos públicos", que se tornaram em verdadeiros locais de discussões e decisões políticas e sociais.
Bom, também não devemos esquecer que estes locais ficavam em zonas bem quentes, e um banhinho, num dia de calor, sabe muito bem.
Porém, na Idade Média tudo mudou. As ideias religiosas, levadas ao exagero, puseram um ponto final na limpeza.
As saunas eram consideradas locais de pecado, porque as pessoas se viam nuas umas às outras (uma coisa natural que acontece hoje nos balneários dos ginásios).
Os banhos foram totalmente proibidos, aumentando as doenças e em especial a peste. Dizia-se que a água "amolecia" a alma. Aliás, dizia-se ainda que o facto de a água quente dilatar os poros da pele facilitava a entrada de doenças no corpo! Ridículo! Mas era a "ciência" da altura.
Como não podia deixar de ser, os piolhos não faltavam, mas eram disfarçados pelo uso permanente de chapéus e (mais tarde) de perucas. Que nojo!
Assim, nesta época, a higiene passava por vestir roupa lavada e usá-la até ficar suja. A ideia é que a roupa absorvia a sujidade! Os dentes eram lavados com um produto 100% natural: chichi e cinzas!!!
Quanto a lenços de assoar, nem se fazia a mínima ideia do
que seriam: usavam-se os dedos ou as mangas! Surgiram mais tarde, nas classes altas, mas mais para andar com um na mão do que para a pessoa se assoar.
A roupa não era lavada, apenas sacudida e carregada de perfume. As mãos eram lavadas apenas de três em três dias. Lavar a cara estava fora de questão, para não estragar a pele que se podia desgastar. E a sujidade era escondida com doses enormes de maquilhagem.
Chegou-se a um ponto tal que, durante a época das Descobertas, os europeus eram conhecidos pelos povos que visitavam como "mal-cheirosos e porcos"! Que vergonha... É que o Oriente manteve os hábitos saudáveis de limpeza e higiene dos povos antigos.
Durante o século XVII os banhos continuaram a ser olhados como algo perigoso e desaconselhado a pessoas doentes.
Sabias que foi nesta época que, para disfarçar o cheiro, as classes altas começaram a importar e a usar perfumes? A indústria cosmética teve um enorme avanço!
E sabias que o rei francês Luís XIV tomou banho apenas duas vezes na vida? Quando nasceu e quando casou!
Há um relato que conta que o príncipe Filipe II de Portugal lavou as pernas, pela primeira vez, aos 7 anos!
O conceito de higiene surge apenas no século XIX, depois das descobertas de Pasteur e dos seus trabalhos sobre a importância da higiene na saúde.
Assim, os hospitais e outros locais de contacto com doenças passaram a ser limpos regularmente.
Ainda neste campo, contribuiu muito a acção e o empenho da enfermeira inglesa Florence Nightingale que organizou os hospitais, e aplicou noções de higiene básica a locais e pessoas.
Estudos médicos provaram que a maior causa de morte nos doentes tinha a ver com infecções provocadas por falta de higiene dos médicos, que não lavavam as mãos antes e depois de verem e tratarem os doentes. Passaram, então, a ser obrigados a desinfectar sempre as mãos.
Foi apenas no século XX que o duche entrou nos hábitos dos europeus e, se ainda não se trata de um momento diário, lá iremos chegar.
No entanto, um longo caminho teve de ser percorrido em nome da higiene e da saúde. E um caminho por vezes demasiado seco! :)
Fui buscar esta história aqui.
17.11.04
E esta, hein!
6.11.04
|3.11.04
O cão cor-de-rosa
Procurei um pouco e encontrei este lugar dedicado ao Coragem, o cão cobarde. Para além de podermos ler a sua história, também podemos encontrar outras coisas, como por exemplo imagens para colorir. Já sei porque gostas dele: é que é cor-de-rosa! :)
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2.11.04
Desenhos animados preferidos: Coragem, o cão cobarde
Aqui está outro dos meus desenhos animados predilectos, como podem ver na imagem.

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Aqui está outro dos meus desenhos animados predilectos, como podem ver na imagem.

